Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Educação

Inep avalia dividir redação do Enem por áreas a partir de 2028

Proposta preliminar prevê 50 linhas distribuídas entre linguagens, humanas, natureza e matemática; decisão deve sair até o fim do ano.

Inep avalia dividir redação do Enem por áreas a partir de 2028

O Inep avalia alterar o modelo de redação do Enem a partir de 2028. A proposta preliminar prevê que a avaliação escrita deixe de ser concentrada em um único texto dissertativo-argumentativo e passe a ser dividida por áreas do conhecimento.

O formato em discussão teria 20 linhas para linguagens, 10 para ciências humanas, 10 para ciências da natureza e 10 para matemática. Ao todo, seriam 50 linhas de texto, em vez das 30 linhas exigidas atualmente. A mudança é debatida em reuniões técnicas.

A intenção apresentada para o novo modelo é ampliar a diversidade de raciocínios avaliados. Hoje, os estudantes são submetidos à produção de um texto sobre um tema delimitado.

Decisão ainda não foi tomada

O Inep informou que ainda não existe uma definição final sobre os pontos específicos da implementação. O instituto afirmou que há uma proposta preliminar, que será discutida e finalizada até o final do ano.

O órgão também disse que trabalha com especialistas e com o Ministério da Educação para que, em 2028, o exame avalie o ensino médio em alinhamento à Base Nacional Curricular e à Política Nacional do Ensino Médio.

A discussão ocorre após o governo Lula anunciar mudanças nas funções do Enem. Em março, um decreto determinou que o exame também será usado para avaliar a aprendizagem dos estudantes ao fim do ensino médio, em integração com o Saeb.

O Enem continuará servindo para o ingresso no ensino superior por meio do Sisu, do Prouni e do Fies. A ampliação das funções do exame também prevê o uso dos resultados na produção de diagnósticos sobre a educação básica e no acompanhamento de desigualdades e metas educacionais.

Na edição de 2025, estudantes e professores relataram a percepção de notas mais baixas na redação. O Inep negou mudanças nos critérios de correção e citou, entre outras hipóteses, o uso mais frequente de modelos prontos e de repertórios de bolso.

De acordo com o instituto, referências genéricas e memorizadas, quando usadas sem relação consistente com o tema ou com a argumentação, já poderiam ser penalizadas em edições anteriores.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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