Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Educação

Como funciona a correção da redação do Enem e o que estudar

Prova vale até 1.000 pontos e cobra escrita formal, compreensão do tema, argumentação, coesão e proposta de intervenção.

Como funciona a correção da redação do Enem e o que estudar

A redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pode influenciar a classificação dos candidatos e tem pontuação máxima de 1.000 pontos. A correção considera cinco competências: domínio da escrita formal, entendimento da proposta, construção da argumentação, articulação do texto e elaboração de uma intervenção alinhada aos direitos humanos.

Para alcançar um bom resultado, o estudante precisa ir além do uso correto da Língua Portuguesa. Também deve compreender exatamente o recorte apresentado, defender uma tese e sustentar seu ponto de vista com informações relacionadas ao problema discutido.

Glauce Soares Casimiro, professora do curso de Pedagogia da Uniderp (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal) e ex-avaliadora das redações do Enem por dez anos, afirma que o repertório precisa cumprir uma função no desenvolvimento da análise. “É preciso compreender o tema, construir uma posição crítica e articular informações e argumentos”, explica.

Atenção ao recorte proposto

Um erro comum é abordar apenas o assunto amplo e deixar de desenvolver a questão específica apresentada na prova. Para evitar esse desvio, a recomendação é localizar as palavras-chave, delimitar o problema social e analisar seus motivos, efeitos e formas de enfrentamento.

“O Enem costuma apresentar um recorte específico de uma questão social, que deve ser analisado em suas causas, consequências e possibilidades de enfrentamento”, afirma Glauce Soares Casimiro.

Temas recorrentes e preparação

A observação das propostas de 2016 a 2025 mostra a presença frequente de assuntos relacionados à cidadania, aos direitos humanos, à inclusão e às desigualdades sociais. Entre os enfoques já cobrados estão a liberdade de crença, a educação para pessoas surdas, a circulação de informações pessoais na internet, o acesso a espaços culturais, a saúde mental, a documentação civil, comunidades tradicionais, o cuidado feito por mulheres, a contribuição africana e o envelhecimento.

Expressões como “desafios”, “invisibilidade”, “valorização” e “perspectivas” também aparecem com frequência. O candidato deve conseguir identificar os grupos afetados, explicar a origem da questão, apontar seus impactos e indicar como diferentes setores da sociedade podem agir.

Possíveis exercícios para 2026

O tema oficial é sigiloso, e qualquer aposta deve ser usada somente como prática. A inteligência artificial pode servir de base para exercícios sobre ética, educação, trabalho, proteção de dados, desigualdade de acesso e desinformação. O contato com assuntos atuais ajuda a desenvolver a argumentação e a adaptação a diferentes recortes.

A preparação deve reunir leitura de notícias, ampliação do repertório sociocultural, produção frequente de textos e revisão da norma-padrão. Também é importante praticar teses claras, argumentos consistentes e propostas de intervenção ligadas ao problema. Para Glauce, o foco deve estar em compreender a questão, argumentar com consistência e propor caminhos para enfrentá-la, em vez de apenas memorizar modelos.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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