Seis candidatos ao Governo do Distrito Federal participaram, nesta segunda (21), de um debate promovido pelo Sindicato dos Professores (Sinpro-DF). A governadora Celina Leão (PP), que busca a reeleição, não compareceu ao encontro. Ela também havia faltado ao debate da Record.
O desempenho do Distrito Federal no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) esteve entre os principais temas. Na prova de 2025, divulgada neste ano, o DF ficou em último lugar entre as 27 unidades federadas do país, conforme os filtros considerados.
José Roberto Arruda (PSD) criticou o resultado e voltou a mencionar pontos positivos de sua passagem pelo Palácio do Buriti. Leandro Grass classificou o momento atual como “o pior do Distrito Federal” e associou a situação ao que chamou de descaso do governo com a educação. Ricardo Cappelli, por sua vez, fez críticas à gestão de Agnelo Queiroz (PT), que esteve à frente do governo entre 2011 e 2015.
Críticas à governadora e escolas integrais
Paula Belmonte (PSDB) foi a primeira candidata a criticar diretamente Celina Leão. Ao cumprimentar Samara Mineiro (UP), única mulher além dela no debate, Paula questionou a atuação de “mulheres omissas” na política do Distrito Federal, em referência à ausência da governadora.
A candidata também defendeu a ampliação das escolas integrais e contestou a afirmação de que a fila das creches estaria zerada. Em resposta a Samara, associou Celina a Ibaneis Rocha (MDB), antecessor e cabeça de chapa da atual governadora em 2022.
Temporários e nomeações
A contratação de servidores temporários em vez da nomeação de profissionais aprovados em concursos também foi discutida. Kiko Caputo (Novo) criticou a política e prometeu realizar concursos periódicos e nomear todos os aprovados no último concurso para professores, realizado em 2022.
O financiamento da educação voltou ao centro do debate com José Roberto Arruda. Ele atribuiu a ausência de Celina a um suposto desprezo pela área e afirmou que o problema seria de gestão e prioridades, não de falta de recursos. Arruda citou ainda os R$ 22 bilhões do Master, que, segundo ele, seriam destinados à Saúde e à Educação.







