SÃO PAULO — O Movimento Brasil Laico denunciou o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) à Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo por propaganda eleitoral antecipada em uma igreja evangélica. A representação foi apresentada nesta terça-feira (7), após a participação do senador em um evento na Assembleia de Deus – Ministério do Belém, em São Paulo.
Também foram incluídos na denúncia o pastor José Wellington Bezerra da Costa e a Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB). O movimento afirma que a presença de Flávio na igreja, nesta segunda-feira (6), representou o uso do púlpito para finalidade eleitoral.
Flávio publicou nas redes sociais um vídeo em que aparece ajoelhado e recebendo uma oração de José Wellington diante de ao menos 40 pastores. Durante a oração, o pastor mencionou o futuro político do senador: “Que o Senhor o leve para ser presidente da nossa nação. Que ele tenha graça e nasça do céu”. Depois, Flávio discursou no palco da igreja.
Pedido de inelegibilidade
A representação sustenta que o episódio caracteriza propaganda eleitoral antecipada e desrespeita a proibição de propaganda em templos, classificados como bens de uso comum. O Movimento Brasil Laico também argumenta que a disponibilização do altar e do microfone a um pré-candidato configura doação estimável em dinheiro feita por entidade religiosa, conduta proibida pela Lei das Eleições.
Entre os pedidos estão a declaração de inelegibilidade de Flávio Bolsonaro e José Wellington Bezerra da Costa por oito anos, além da aplicação da multa máxima à CGADB e ao senador.
O movimento afirma que a denúncia integra a campanha “eleições laicas”, criada pela Resolução 02/2026, de 22 de março de 2026, da Diretoria Executiva da entidade. A iniciativa prevê fiscalização e denúncias contra propaganda eleitoral em templos religiosos. A associação também cita uma denúncia anterior envolvendo a Assembleia de Deus Brás e o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE).







