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Filas do SUS em Santa Catarina chegam a 10 anos para exames

Cerca de 100 mil pessoas aguardam cirurgias no estado; em Florianópolis, pacientes esperam por colonoscopia, ressonância e tomografia.

Pacientes ficam até 10 anos na fila por cirurgias e exames pelo SUS em SC

Cerca de 100 mil pacientes aguardam uma cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Santa Catarina. Em Florianópolis, as filas para exames chegam a 10 anos, conforme dados da prefeitura. Há pacientes com previsão de atendimento para 2026, 2032 e 2034.

Um aposentado que espera por uma cirurgia de hérnia ocupa a 51ª posição da fila e tem previsão de atendimento para mais de 300 dias. Ele já passou por um transplante de rim, mas essa informação não aparecia no cadastro do sistema de regulação. Após o caso ser identificado, o governo do Estado solicitou ao município onde ele mora a correção dos dados.

A hérnia limita a locomoção do paciente por causa da dor. Ele conta com a ajuda da filha para se deslocar e afirma que precisa tomar remédio quando retorna de algum trajeto. Também relata receio de não saber se a dor está relacionada à hérnia ou ao rim.

Pacientes aguardam exames em Florianópolis

A aposentada Lenir da Silva Martins, de 73 anos, espera por uma colonoscopia após apresentar sangramentos frequentes. O caso foi considerado urgente pela regulação, mas a previsão de atendimento é para março de 2026. A gestão da fila de exames cabe ao município de Florianópolis.

Lenir afirma ter medo por causa do histórico de câncer da irmã e relata que os sangramentos interferem na rotina. Outra moradora da Capital, Luiza Morassuti, aguarda uma tomografia depois de enfrentar complicações abdominais. No sistema da prefeitura, o exame estava previsto para 2032.

Em Florianópolis, 8.029 pessoas aguardam uma colonoscopia, 19.369 esperam por uma ressonância e 9.611 estão na fila para uma tomografia. A previsão para a última pessoa da fila da tomografia aparece como 2034.

O defensor público Tiago Queiroz da Costa afirma que, em alguns casos, pacientes recorrem à Justiça para conseguir exames ou cirurgias. Segundo ele, o tempo de espera pode fazer com que o diagnóstico seja alterado e o exame perca efetividade.

Para Fabricio Menegon, professor do departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Estado administra a fila de cirurgias, enquanto os municípios fazem a gestão dos exames. Ele defende investimentos em hospitais e a ampliação das contratações da rede conveniada para atender a demanda.

Estado e prefeitura contestam previsões

O secretário de Saúde de Florianópolis, Almir Adir Gentil, afirma que os prazos exibidos no painel são estimativas produzidas por um algoritmo, e não datas confirmadas para a realização dos exames. Ele reconhece, porém, que a ferramenta mostra a existência de uma demanda elevada.

Gentil também cita a inauguração do Multihospital da Capital como uma medida que pode ajudar a reduzir a fila. O secretário afirma que os prazos longos podem estar relacionados a falhas na classificação da gravidade dos casos e orienta os pacientes a retornar ao médico se os sintomas piorarem.

O secretário de Saúde do Estado, Diogo Demarchi Silva, diz que os prazos podem refletir uma série histórica, sem representar a situação atual. Ele afirma que a administração estadual trabalha para oferecer previsões mais adequadas e informa que Santa Catarina realizou 152 mil cirurgias em 2024.

Sobre o paciente que aguarda a cirurgia de hérnia, a Secretaria de Estado da Saúde informou que a condição de transplantado não constava no sistema de regulação nacional. Uma consulta foi agendada para o dia 30 de outubro.

A prefeitura de Florianópolis afirma que as datas do painel público não incluem mutirões e outras ações voltadas à redução das filas. Após a revisão dos casos apresentados, um deles passou a ter previsão para o próximo mês. No outro, a nova data não foi informada. A Secretaria disse que as equipes mantêm contato com os pacientes e orientou a atualização dos dados clínicos nos centros de saúde dos bairros.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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