O Rio Grande do Norte apresentou, em 2025, a maior proporção do Nordeste de escolas com profissionais de apoio para estudantes com deficiência. O recurso estava disponível em 42,6% das unidades potiguares, índice que colocou o estado na quinta posição nacional. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (18).
A proporção registrada no estado superou as médias do Nordeste, de 32,5%, e do Brasil, de 26,2%. A diferença entre as redes de ensino, porém, foi significativa: 52,1% das escolas públicas tinham profissionais de apoio, enquanto o percentual na rede privada era de 5,8%.
Nas salas de recursos multifuncionais voltadas ao atendimento educacional especializado, os índices ficaram próximos entre as duas redes. O recurso estava presente em 36,3% das escolas públicas e em 36,1% das particulares.
Acessibilidade nas escolas
O levantamento também registrou aumento na presença de estruturas de acessibilidade. Em 2025, 63% das escolas do Rio Grande do Norte tinham banheiros acessíveis. Em 2016, o percentual era de 42,5%, uma diferença de 20,5 pontos percentuais.
O resultado deixou o estado na segunda posição do Nordeste nesse indicador, atrás de Sergipe, com 74,8%. A rede privada potiguar teve proporção maior que a pública: 74,7% das instituições particulares contavam com banheiros acessíveis, ante 59,9% das escolas públicas.
Considerando qualquer recurso de acessibilidade, 87,2% das escolas do estado tinham pelo menos uma estrutura desse tipo em 2025. O índice ficou acima das médias do Nordeste, de 63,9%, e do Brasil, de 64,7%, além de representar aumento de 18 pontos percentuais em relação a 2019.
Professores com deficiência no ensino superior
Em 2024, cinco dos 5.652 docentes em exercício no Rio Grande do Norte eram pessoas com deficiência, conforme dados do Censo da Educação Superior do Inep analisados pelo IBGE. A proporção foi de 0,09%, a segunda menor do Brasil. Acre e Roraima não registraram professores com deficiência.
Dos cinco docentes potiguares, quatro trabalhavam em instituições privadas, que reuniam 2.079 professores no estado. Na rede pública, havia um professor com deficiência entre 3.573 docentes. Segundo o levantamento, esse foi o menor resultado do país, tanto em números absolutos quanto proporcionalmente: 0,03%.








