GOIÂNIA — O Tribunal de Contas dos Municípios autorizou, na quarta-feira (16), a contratação de uma empresa especializada para apoiar a gestão do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (IMAS). A medida integra o projeto de reestruturação do plano de saúde, que acumula passivo de R$ 226 milhões e enfrenta problemas operacionais.
A autorização do TCM, porém, não encerra o processo. O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) suspendeu a contratação, e o instituto recorreu da decisão com base na liberação concedida pelo tribunal de contas. A informação foi divulgada pela presidente do IMAS, Gardene Fernandes.
“Hoje o TCM autorizou a contratação”, afirmou Gardene. Segundo ela, a próxima etapa depende da liberação do TJ-GO. Se isso ocorrer, o IMAS deverá assinar o contrato com a empresa de apoio operacional e iniciar a reestruturação geral.
Como será a contratação
A empresa contratada deverá contribuir para a modernização dos processos e para a gestão operacional do instituto. A administração institucional continuará sob responsabilidade do IMAS e da Prefeitura de Goiânia.
O projeto permaneceu sob análise do TCM após um pedido de vistas feito pelo conselheiro Valcenor Braz. Entre os pontos avaliados estava o valor da licitação, estimado em R$ 10,6 milhões.
A presidente do IMAS e o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, defendem a contratação desde julho deste ano. Mabel declarou que a profissionalização da operação é necessária para evitar o fechamento do instituto e afirmou que o plano de saúde precisa recuperar sua sustentabilidade.
A crise financeira está entre os motivos apresentados para a reestruturação. O passivo acumulado do plano de saúde é de R$ 226 milhões, e a gestão municipal sustenta que a mudança nos processos pode auxiliar na recuperação do IMAS.







