A personal trainer Carol Macedo defende uma mudança no planejamento dos exercícios para mulheres que passaram dos 40 anos. Em vez de aumentar o volume de treinos, intensificar o cardio ou restringir ainda mais as calorias, a proposta é adaptar a rotina à fisiologia da maturidade, com atenção à força e à recuperação.
A alteração hormonal dessa fase acelera a perda de massa magra, processo chamado sarcopenia. A densidade muscular pode diminuir em até 8% por década a partir dos 40 anos. Ao mesmo tempo, a redução da taxa metabólica basal e o aumento do cortisol, associado ao estresse e ao excesso de exercícios de alto impacto, podem favorecer o acúmulo de gordura e o surgimento de lesões articulares.
Carol Macedo afirma que muitas mulheres tentam repetir, aos 40 anos, o mesmo volume de exercícios que faziam aos 20. Para ela, essa estratégia desconsidera a necessidade de mais tempo para a recuperação metabólica e pode comprometer as articulações. “Não é sobre fazer mais. É sobre fazer diferente”, diz a personal trainer.
Força como prioridade
A musculação estratégica é apresentada como um dos principais recursos para preservar a densidade óssea e a autonomia física ao longo do envelhecimento. O treinamento resistido prioriza o ganho progressivo de força, em vez de concentrar o planejamento em uma perda de peso desordenada.
A especialista também defende que os objetivos estéticos podem fazer parte da rotina, desde que sejam combinados com indicadores de longevidade e bem-estar. “Músculo depois dos 40 não é só estética. É uma reserva para a vida”, afirma.
Na avaliação de Carol Macedo, o planejamento deve considerar a condição atual de cada mulher, sem exigir o retorno ao corpo de duas décadas atrás. A proposta é alinhar a busca por uma aparência desejada ao desenvolvimento de um corpo forte e capaz de sustentar a vida cotidiana.







