Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Ciência

Nova ameba se reproduz a 63 ºC em lago vulcânico nos Estados Unidos

Espécie encontrada na Califórnia também resistiu a períodos breves de 70 ºC, mas não sobreviveu a 80 ºC.

Nova ameba se reproduz a 63 ºC em lago vulcânico nos Estados Unidos
Foto: Beryl Rappaport/Nasa

Cientistas apoiados pela Nasa identificaram uma nova espécie de ameba capaz de se desenvolver e se reproduzir a até 63 ºC. O organismo foi encontrado em amostras coletadas no Parque Nacional Vulcânico Lassen, nos Estados Unidos, e estabeleceu um recorde para a replicação de células complexas em altas temperaturas. O limite anterior era de pouco mais de 60 ºC.

A espécie recebeu o nome de Incendiamoeba cascadensis, ou ameba-de-fogo das Cascatas. Os resultados do estudo foram publicados na revista Cell nessa terça-feira (22/9). A pesquisa também mostrou que o organismo suporta exposições breves a 70 ºC.

“Fiquei muito surpresa. Tivemos que voltar e verificar se nossas incubadoras estavam calibradas corretamente”, afirmou Beryl Rappaport, primeira autora do estudo.

Preferência por altas temperaturas

Pesquisas anteriores indicavam que amebas poderiam se desenvolver em fontes geotérmicas quentes, mas a hipótese ainda não havia sido confirmada em laboratório. A coleta no parque californiano permitiu que os cientistas analisassem diferentes amostras e identificassem as características da nova espécie.

A ameba cresce principalmente entre 55 ºC e 57 ºC. Quando a temperatura fica abaixo de 42 ºC, ela deixa de crescer, o que indica uma adaptação a ambientes muito quentes. Nos experimentos, os pesquisadores observaram que o organismo conseguia se dividir e replicar a 63 ºC.

Em 70 ºC, a ameba entrava em estado dormente e conseguia se recuperar depois de permanecer por até cinco minutos nessa condição. A exposição a 80 ºC, porém, não era suportada pelo organismo.

Os pesquisadores avaliam que a tolerância ao calor pode estar relacionada a uma adaptação genética ao estresse térmico presente em seres eucariotos. O próximo objetivo é localizar e estudar parentes próximos da espécie para compreender como ela evoluiu até suportar temperaturas tão elevadas.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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