A capacidade do Observatório Vera C. Rubin de registrar objetos muito fracos permitiu identificar Aquarius IV, uma galáxia satélite que integra o grupo das galáxias anãs ultrafraquíssimas (UFDGs). O telescópio tem uma câmera de 3,2 megapixels e consegue detectar objetos até 100 milhões de vezes mais fracos do que os visíveis a olho nu.
Esse grupo reúne algumas das menores e menos luminosas galáxias do Universo. Embora os cientistas estimem a existência de centenas de UFDGs, apenas cerca de 60 foram detectadas até o momento. A baixa luminosidade dificulta a observação desses objetos, mesmo quando eles estão próximos da Via Láctea.
Distância e identificação
Aquarius IV está na periferia extrema da Via Láctea, a cerca de 359 mil anos-luz do centro da galáxia. Sua massa foi estimada em cerca de 1,5 mil vezes a do Sol. O nome faz referência à direção da constelação de Aquário, onde o objeto foi localizado.
A identificação ocorreu durante a análise de dados preliminares e está entre as primeiras descobertas do observatório, localizado no Chile. O achado foi descrito na revista Research Notes of the AAS em agosto e ainda aguarda submissão para revisão por pares.
Os pesquisadores afirmam que são necessárias mais observações para confirmar completamente a identidade de Aquarius IV. A expectativa é que o instrumento permita encontrar outros exemplares desse grupo de galáxias.







