O Centro Educacional Castelo (CEC) estruturou sua proposta pedagógica para colocar os estudantes no centro do processo de aprendizagem. A instituição aposta em atividades colaborativas e investigativas, nas quais os alunos relacionam conhecimentos, fazem escolhas, resolvem problemas e participam da construção das respostas.
Pesquisas na área educacional indicam que métodos ativos de ensino podem elevar o desempenho acadêmico, reduzir taxas de reprovação e estimular autonomia, percepção de competência e motivação. A proposta do CEC, que atua há mais de três décadas na Serra, segue essa abordagem, de acordo com a fundadora e gestora Viviane Jacob Barcelos.
Em 2026, a escola inaugurou uma estrutura construída em uma área de 21 mil metros quadrados. O espaço reúne Sala Maker, laboratórios de Ciências e Informática, Sala de Arte, biblioteca, auditório, áreas lúdicas e uma área poliesportiva com duas quadras integradas. O estacionamento coberto tem mais de 200 vagas.
A tecnologia e os recursos multimídia são usados como ferramentas de pesquisa e produção de conhecimento. Nesse modelo, os professores atuam na mediação das atividades, incentivando os alunos a formular perguntas, testar hipóteses e construir soluções. A rotina também oferece a opção de horário integral, com acompanhamento pedagógico, descanso, alimentação e atividades orientadas.
A integração entre áreas acompanha as diferentes etapas escolares. Na educação infantil, as atividades envolvem brincadeiras, experiências sensoriais, rodas de conversa e exploração da natureza. Nos anos iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano, projetos interdisciplinares, artes, teatro, saraus e mostras culturais estimulam expressão e autonomia.
Nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio, os projetos ganham aprofundamento investigativo. A iniciativa “Do Grão à Ideia” utiliza o café para relacionar Biologia, Química, História, Física e Língua Portuguesa. Já o estudo sobre radioatividade articula Ciências da Natureza, História e Ética para discutir impactos tecnológicos e geopolíticos.
Entre as atividades de maior porte estão a Feira de Ciências, com o tema Etno-Ciências, e a Mini-ONU. Na primeira, as turmas pesquisam culturas e ancestralidades de diferentes países, além de atuar na curadoria e na comunicação dos dados. Na segunda, os estudantes debatem crises internacionais reais, desenvolvendo oratória, negociação e diplomacia.
Segundo Daniel Rodrigues, coordenador das turmas do 9º ano e do ensino médio, a formação também inclui estudo sistemático de redação, simulados e preparação para o Enem. A proposta é aplicar o conhecimento com senso crítico, responsabilidade e visão cidadã.








