Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Ciência

Leilão revela que peça atribuída a uma raposa pertencia a um tilacino

A análise da dentição levou James Cranfield a identificar uma cabeça empalhada como pertencente ao tigre-da-tasmânia.

Leilão revela que peça atribuída a uma raposa pertencia a um tilacino
Foto: Reprodução/Instagram/@thetaxidermist

A quantidade de dentes foi o indício decisivo para reclassificar uma cabeça empalhada que havia sido apresentada como pertencente a uma raposa. James Cranfield, negociador de curiosidades de história natural, identificou na peça características do tigre-da-tasmânia (Thylacinus cynocephalus), espécie declarada extinta em 1936.

O item foi comprado inicialmente por £ 50 (cerca de R$ 345,50) em um mercado de antiguidades. Anos depois, levado a leilão pelo proprietário, alcançou £ 62,6 mil (pouco mais de R$ 430 mil). O interesse de outros colecionadores contribuiu para a elevação dos lances.

A pista na dentição

Cranfield costuma acompanhar leilões e suspeitou da identificação ao ampliar a imagem do objeto anunciado. A diferença estava nos incisivos superiores: raposas e outros mamíferos euterianos têm seis dentes nessa posição, enquanto a peça apresentava oito, quantidade característica do tigre-da-tasmânia.

“Pensei imediatamente: ‘Parece um tilacino’”, afirmou Cranfield. Tilacino é o nome oficial do tigre-da-tasmânia, o maior marsupial carnívoro dos tempos modernos.

Depois de vencer o leilão, o negociador solicitou exames de imagem para verificar a hipótese. Os resultados confirmaram que a cabeça pertencia ao animal extinto, e não a uma raposa.

“Estou muito contente por não ter passado vergonha ao gastar [tanto] numa cabeça de raposa”, disse Cranfield. Ele também declarou que não poderia mais mostrar o rosto na comunidade online ou em qualquer outro lugar caso tivesse feito a compra acreditando na identificação inicial.

O novo proprietário pretende disponibilizar a cabeça para cientistas. A condição é que os estudos sejam realizados com técnicas minimamente invasivas. A intenção é investigar a origem, a idade e outras características do animal.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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