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MPT pede R$ 30 milhões contra Havan e Luciano Hang por assédio eleitoral

A ação inclui pedidos de indenização, vídeo de retratação e medidas para evitar manifestações políticas nas lojas da rede.

MPT pede R$ 30 milhões contra Havan e Luciano Hang por assédio eleitoral
Foto: reprodução

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou uma ação civil pública contra a Havan e o empresário Luciano Hang por assédio eleitoral. O processo tramita na Justiça do Trabalho, em Goiânia, e pede R$ 30 milhões por dano moral coletivo, além de medidas a serem adotadas antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.

A iniciativa do MPT ocorreu após um discurso de Hang dirigido a funcionários recém-contratados em uma unidade da rede varejista em Caldas Noavas, Goiás, no dia 29 de agosto. A fala foi registrada em vídeo e publicada nas redes sociais. Na ocasião, o empresário criticou o fim da escala 6×1 e classificou a proposta como “estelionato eleitoral”.

“Vocês vão ter que arranjar outro emprego. Um subemprego”, afirmou Hang durante o evento. Para o MPT, o discurso relacionou o voto dos empregados a possíveis prejuízos para aqueles que apoiassem candidatos favoráveis ao fim da escala 6×1.

O órgão notificou o empresário antes de apresentar a ação. Segundo o processo, a manifestação política ocorreu em um evento voltado aos funcionários. O MPT sustenta que dirigentes empresariais representam institucionalmente as companhias e que suas declarações podem ser entendidas pelos empregados como orientação, pressão ou favorecimento.

A avaliação do Ministério Público é que a fala associou uma eventual mudança na jornada de trabalho à redução de empregos e renda caso prevalecesse uma posição política diferente da defendida por Hang. O órgão também apontou uma ligação entre o resultado eleitoral e a estabilidade da empresa e dos postos de trabalho.

Pedidos do Ministério Público

Além da indenização coletiva, a ação solicita que os empregados afetados recebam reparação individual de, no mínimo, 20 vezes o último salário. O MPT também quer que Hang grave um vídeo de retratação em até 48 horas.

Outro pedido é para que a Havan libere os funcionários para votar nos dias 4 e 25 de outubro, sem desconto nos salários. A empresa também deverá, conforme a solicitação, impedir novas manifestações políticas em lojas e eventos e manter um programa permanente de neutralidade político-eleitoral.

Havan e Luciano Hang já haviam sido processados pelo MPT por assédio eleitoral em 2018, em um caso relacionado às eleições daquele ano.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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