Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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PGR aponta orientação de Eduardo Bolsonaro sobre recursos para filme nos EUA

Documento baseado em investigação da PF indica articulação para administrar e enviar ao exterior valores destinados à cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Em mensagem, Eduardo Bolsonaro cita que dinheiro para 'Dark Horse' vindo do Brasil seria 'problemático': 'Ideal seria haver recursos já nos EUA'
Foto: Jornal Nacional/Reprodução

Um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que Eduardo Bolsonaro orientou a gestão e a remessa, nos Estados Unidos, de recursos para financiar o filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento foi assinado em julho de 2026 pelo procurador-geral Paulo Gonet e autorizou a abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o financiamento transnacional da produção.

A Polícia Federal obteve uma captura de tela atribuída a Eduardo Bolsonaro com instruções sobre o envio de valores ao exterior. A PGR não informou quem receberia diretamente a mensagem. No diálogo, Eduardo afirma que seria melhor que o dinheiro já estivesse nos Estados Unidos e menciona que remessas feitas por uma empresa brasileira poderiam ser mais demoradas e problemáticas.

A conversa também cita Altieris Santana, identificado na apuração como diretor do Havengate Development Fund, fundo de investimento sediado no Texas, nos Estados Unidos. Segundo os investigadores, a estrutura administrava os valores e os repassava à produtora Go Up Entertainment.

Contrato e suspeitas sobre os repasses

A apuração indica que empresas teriam sido usadas para operacionalizar transferências consideradas ilícitas. Em dezembro de 2024, o publicitário Thiago Miranda enviou ao banqueiro Daniel Vorcaro uma minuta chamada "Acordo de Financiamento de Produção 'Capitão do Povo'", título anterior de "Dark Horse". O documento previa investimento de US$ 24 milhões, dividido em 14 parcelas.

Em depoimentos, Miranda relatou pagamentos ao fundo responsável pelo financiamento, a utilização de uma empresa nas Bahamas para repasses determinados por Vorcaro e a compra de malas destinadas exclusivamente ao transporte de dinheiro vivo.

Na representação enviada ao STF, a PF afirmou que os valores previstos para a produção eram destoantes dos parâmetros do mercado audiovisual nacional. Para os investigadores, essa diferença exige apuração sobre a compatibilidade econômica do projeto e a destinação efetiva dos recursos.

O parecer da PGR também aponta a participação de Flávio Bolsonaro nas tratativas com Vorcaro. As conversas envolveriam cobranças de repasses, reuniões e o acompanhamento das gravações. Em setembro de 2025, Miranda informou a Vorcaro que Flávio queria encontrá-lo para apresentar trechos do filme. No dia seguinte, houve uma ligação entre os dois, na mesma ocasião de uma remessa da Entre Investimentos para o fundo nos Estados Unidos.

Entre os pontos que a PF quer esclarecer estão a origem do dinheiro, o uso da Entre Investimentos como intermediária, a função da Havengate Development Fund, os beneficiários finais e o papel de Flávio e Eduardo Bolsonaro na estruturação, cobrança, execução e destinação dos aportes.

Flávio Bolsonaro negou que os recursos tenham sido destinados a Eduardo e afirmou que o dinheiro foi aplicado integralmente na produção. "Não foi para o Eduardo Bolsonaro", declarou o senador.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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