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Ciência

Papagaio-drácula tem dieta de frutas e penas usadas em cocares

Ave da Nova Guiné combina plumagem preta e vermelha, rosto sem penas e bico curvado; espécie é considerada vulnerável.

Papagaio-drácula tem dieta de frutas e penas usadas em cocares
Foto: Wikimedia Commons

A dieta do papagaio-drácula (Psittrichas fulgidus) não inclui sangue nem carniça. Nativo das florestas montanhosas da Nova Guiné, no Oceano Pacífico, o animal se alimenta de frutas, flores e néctar, principalmente de diferentes espécies de figo.

A espécie também é conhecida como papagaio-de-Pesquet e papagaio-abutre. Seu nome popular mais conhecido está ligado à aparência: o corpo é predominantemente preto, enquanto o peito, o ventre e partes das asas têm vermelho intenso. O rosto quase não tem penas, e o bico é longo e curvado.

Esse conjunto de características é associado à imagem popular de um vampiro. A comparação remete a Drácula, personagem criado pelo escritor irlandês Bram Stoker em 1897 para um livro de mesmo nome. Em inglês, a ave é chamada de “Dracula parrot”.

Vocalização e conservação

Os sons emitidos pelo papagaio-drácula também se diferenciam dos de outros papagaios. A ave produz gritos guturais e ásperos, em vez de pios ou grasnidos. Essa vocalização pode ter evoluído para a comunicação entre indivíduos nas florestas densas da Nova Guiné e, possivelmente, para afastar ameaças.

As penas da espécie são procuradas por caçadores e usadas em cocares cerimoniais na região de origem. Em um estudo, 43% dos 170 itens examinados apresentavam cocares com penas de papagaio-de-Pesquet.

A caça e a perda de habitats estão entre os fatores associados à situação da espécie, considerada vulnerável. Atualmente, restam pouco mais de 40 mil indivíduos no mundo.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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