A impressão de ver um animal na superfície de Marte é explicada pela pareidolia, fenômeno psicológico em que o cérebro interpreta estímulos aleatórios como imagens familiares ou rostos. É esse mecanismo que fez uma formação geológica ser conhecida como o “urso” de Marte.
A imagem foi registrada em 2022 pela câmera HiRISE, instalada na sonda Mars Reconnaissance Orbiter, da Nasa. A disposição dos elementos da superfície criou uma aparência semelhante ao rosto de um animal, mas não há indicação de que a figura tenha sido produzida por alguém.
Os detalhes da formação têm origens diferentes. Os dois elementos que parecem olhos são crateras. Na parte semelhante ao nariz, há uma colina com uma estrutura de colapso em forma de V. Já a área interpretada como cabeça corresponde a um padrão de fratura circular.
O que explica a formação
Alfred McEwen, cientista planetário que lidera a equipe da câmera HiRISE na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, afirma que a fratura circular provavelmente é o restante de material solto depositado sobre uma cratera de impacto enterrada e preenchida.
A colina em formato de V, por sua vez, parece ter sido o caminho percorrido por lava ou lama que vieram de uma abertura vulcânica ou de lama.
Outras imagens da superfície marciana também já chamaram a atenção por lembrarem figuras comuns aos humanos, incluindo rostos felizes e outros animais. Até os dias atuais, porém, não houve provas da participação de terceiros na disposição dos elementos.







