Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Jorginho Mello anuncia desconto salarial para professores em greve

Governador também informou que temporários serão contratados para substituir grevistas; Sinte-SC contesta medidas e valores apresentados pelo governo.

Em meio a duelo de versões, Jorginho diz que vai descontar salário de professores grevistas

O governador Jorginho Mello (PL) anunciou que os salários dos professores que aderiram à greve serão descontados. O governo também pretende contratar professores temporários para substituir os profissionais paralisados e repor as aulas. A decisão foi divulgada na noite de domingo.

A principal reivindicação do movimento é a descompactação da tabela salarial, que envolve a diferença de remuneração entre os níveis da carreira e os períodos de exercício profissional. Jorginho afirmou que não atenderá aos pedidos dos grevistas e declarou que seria impossível fazer tudo o que os sindicalistas solicitam. Para o governador, a medida custaria R$ 4,6 bilhões ao Estado.

O valor é questionado pelo economista Mauricio Mulinari, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte-SC). Ele considera a estimativa superdimensionada e afirma que existem R$ 3,6 bilhões para investimentos no serviço público catarinense.

Divergências sobre investimentos

As partes também divergem sobre os recursos destinados à categoria. O governo afirma que o vale-alimentação teve aumento de mais de 100%. Mulinari, porém, calcula que a mudança de R$ 12 para R$ 18 equivale a 50%.

O coordenador do Sinte-SC, Evandro Accadrolli, declarou que o governador teria “requentado” promessas do ano passado. Integrantes do sindicato também acusaram Jorginho de adotar tom de ameaça e desinformação ao tratar da paralisação.

José Sério Cristóvam, diretor jurídico do sindicato, afirmou que “em todas as greves do magistério sempre houve reposição dos dias paralisados” e que nunca houve confirmação de corte salarial de servidores.

Jorginho agradeceu aos “quase 90%” dos professores que não aderiram ao movimento. A coordenação do Sinte-SC convocou a categoria para um ato em Florianópolis e afirmou que pretende ampliar a mobilização, com a possibilidade de construir uma das maiores greves da história de Santa Catarina.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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